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Family office: o que é, como funciona e quando faz sentido em 2027

Family office é a estrutura que cuida do patrimônio inteiro de uma família, não só dos investimentos: impostos, sucessão, imóveis, seguros, bens no exterior e a burocracia do dia a dia, com um responsável que conhece tudo. Existem três formatos:

  • Family office próprio (single family office). Uma equipe só para uma família. Custa de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por ano e costuma fazer sentido a partir de R$ 100 milhões de patrimônio.
  • Multi-family office. Uma equipe dividida entre várias famílias, que cobra em geral de 0,5% a 1,5% ao ano sobre o patrimônio. Na prática, atende a partir de R$ 30 milhões.
  • Virtual Family Office (VFO). Um banker dedicado coordena tudo e chama especialistas só quando a família precisa. Leva o mesmo cuidado a famílias com patrimônio menor, como as de até R$ 30 milhões atendidas pela Sereno.

O que separa um family office de um banco ou de uma assessoria é de que lado ele está. O independente é pago pela família, não por comissão de produto, e olha o patrimônio todo, não só a carteira.

O que um family office faz

O family office faz a família ter um só responsável por todas as decisões de dinheiro. Em vez de falar com o gerente do banco, o contador, o advogado e o corretor separadamente, a família fala com quem conhece o patrimônio inteiro e coordena os outros.

ÁreaO que entra
ObjetivosAposentadoria, compra de imóvel, estudo dos filhos, renda dos pais, e o plano para chegar lá
InvestimentosCarteira montada para esses objetivos, acompanhamento e relatório consolidado de todas as instituições
ImpostosImposto de renda da família, dividendos, ganho de capital e a escolha do regime das empresas
SucessãoTestamento, doações, holding, previdência e seguro de vida para o patrimônio passar sem briga
ImóveisCompra, venda, aluguel e a estrutura em que cada imóvel fica
Seguros e proteçãoSeguro de vida, saúde e patrimonial no valor certo
Exterior e câmbioConta, investimentos e imóveis fora do Brasil, remessas e a declaração deles
Governança familiarRegras para as decisões da família e das empresas, e a preparação da próxima geração

Nem todo family office executa tudo dentro de casa. Os maiores têm especialistas próprios; os menores, e o VFO, coordenam parceiros e acionam cada um quando a família precisa.

Single, multi ou virtual: as diferenças

Os três formatos fazem o mesmo trabalho e mudam em quem paga a estrutura. No próprio, a família paga uma equipe inteira; no multi, divide a equipe com outras famílias; no virtual, paga um banker dedicado e os especialistas só quando usa.

Family office próprioMulti-family officeVirtual Family Office
Como cobraCusto fixo da estruturaPercentual ao ano sobre o patrimônioPercentual ao ano sobre o patrimônio; especialistas à parte, quando a família precisa
Quanto custaR$ 1 a 10 milhões por ano0,5% a 1,5% ao anoNa Sereno, parte de 1% ao ano, menor para patrimônios maiores
Patrimônio típicoA partir de R$ 100 a 300 milhõesA partir de R$ 30 milhõesAté R$ 30 milhões, no caso da Sereno
Equipe3 a 15 profissionais só da famíliaEquipe dividida entre famíliasUm banker dedicado e parceiros quando precisa
Sucessão e governançaFeitas dentro de casaFeitas de perto, com reuniões de família e acordos de sóciosCoordenadas pelo banker com advogados parceiros

Algumas consultorias usam o nome multi-family office para atender a partir de R$ 1 ou 5 milhões, mas na maior parte dos casos o serviço é só a gestão da carteira. A conta completa de cada formato está em quanto custa um family office.

Family office, private bank, assessoria ou consultoria

A diferença principal está em quem paga o profissional. Quem ganha com o produto vendido tem incentivo para vender mais produto; quem é pago pela família ganha o mesmo qualquer que seja a recomendação.

Private bankAssessoria de investimentosConsultoria de investimentosFamily office independente
Quem pagaO banco, com o que ganha nos produtos e serviços da casaO banco ou a corretora, por comissãoA família, por um feeA família, por um fee
Ganha mais se você comprar mais produto?SimSimNãoNão
O que olhaInvestimentos e serviços do bancoA carteiraA montagem da carteiraO patrimônio inteiro: impostos, sucessão, imóveis, seguros e exterior
Onde fica o dinheiroNo bancoNa corretora a que o assessor está ligadoOnde a família escolherOnde a família escolher

Desde novembro de 2024, bancos e corretoras precisam informar ao cliente quanto ganham na distribuição de cada produto, inclusive em extrato periódico (Resolução CVM 35). Vale pedir esse número antes de comparar custos.

Como o family office é regulado no Brasil

Family office não é uma categoria própria na CVM. O que a lei regula é a atividade, e cada uma exige um registro diferente:

AtividadeRegistro na CVMRegra
Recomendar investimentos, sem decidir pela famíliaConsultor de valores mobiliáriosResolução CVM 19
Decidir e movimentar a carteira pela famíliaAdministrador de carteiras (gestor)Resolução CVM 21
Distribuir produtos em nome de um banco ou corretoraAssessor de investimentoResolução CVM 178

Um family office que só organiza impostos, sucessão e imóveis não precisa de registro na CVM. Se recomendar ou gerir investimentos, precisa. Antes de contratar, confira o nome ou o CNPJ no cadastro de participantes da CVM e veja em qual categoria a empresa está.

A Sereno é registrada como consultoria de valores mobiliários: recomenda, mas não fica com o dinheiro nem decide pela família.

Quando faz sentido e como escolher

O momento certo não é um valor de patrimônio, é quando as decisões soltas começam a custar caro. Os sinais mais comuns:

  • O dinheiro está espalhado em vários bancos e ninguém vê o conjunto.
  • Imposto, sucessão e investimentos são decididos por pessoas diferentes, que não conversam.
  • Há empresa da família, imóveis de aluguel ou bens no exterior.
  • A próxima geração ainda não sabe o que existe nem como as decisões são tomadas.
  • Você gasta tempo demais administrando o próprio patrimônio.

Antes de contratar, faça sete perguntas:

  1. Como vocês são pagos? E se recebem algo de bancos, corretoras ou gestoras pelos produtos que recomendam.
  2. São registrados na CVM? Em qual categoria? Consultor, gestor ou assessor mudam o que a empresa pode fazer.
  3. Onde fica o meu dinheiro? O ideal é continuar em seu nome, na instituição que você escolher.
  4. Quem vai me atender e quantas famílias essa pessoa atende?
  5. O que está incluído no preço e o que é cobrado à parte?
  6. Como é o relatório? Ele deve juntar todas as instituições, não só a da casa.
  7. Existe fidelidade ou multa de saída?

Family office para quem tem menos de R$ 30 milhões

Foi para isso que a Sereno trouxe o Virtual Family Office ao Brasil. Um banker dedicado conhece o patrimônio inteiro e coordena investimentos, impostos, sucessão, imóveis e seguros, e os especialistas parceiros entram só quando a família precisa, com o preço combinado antes.

  • Do seu lado. A Sereno não recebe comissão de nenhum produto financeiro e recomenda pensando só na família.
  • Seu dinheiro continua seu. Os investimentos ficam em seu nome, nos bancos e corretoras que você já usa.
  • Sem estrutura parada. Você não paga por especialistas que não usa.
  • Sem fidelidade. A família fica porque quer.

Para entender o modelo, veja o que é um Virtual Family Office.

Quer saber se o VFO faz sentido para a sua família?

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Perguntas frequentes

O que é um family office?

É a estrutura que cuida do patrimônio inteiro de uma família: investimentos, impostos, sucessão, imóveis, seguros e bens no exterior, com um responsável que coordena tudo. Pode ser próprio (single), compartilhado entre famílias (multi) ou virtual (VFO).

Quanto custa um family office no Brasil?

Um family office próprio custa de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por ano. Um multi-family office cobra em geral de 0,5% a 1,5% ao ano sobre o patrimônio. Na Sereno, o Virtual Family Office parte de 1% ao ano, com percentual menor para patrimônios maiores.

A partir de quanto patrimônio vale a pena ter um family office?

Não existe mínimo na lei. O próprio costuma fazer sentido a partir de R$ 100 milhões, e o multi-family office, na prática, a partir de R$ 30 milhões. Abaixo disso, o Virtual Family Office leva o mesmo tipo de cuidado sem o custo de uma estrutura.

O que é um multi-family office e como escolher um?

É um family office que divide a equipe entre várias famílias e cobra um percentual sobre o patrimônio. Para escolher, pergunte como ele é pago, em qual categoria está registrado na CVM, onde fica o dinheiro e o que está incluído no preço.

O que é um Virtual Family Office?

É um family office sem estrutura fixa: um banker dedicado coordena o patrimônio inteiro e chama especialistas parceiros só quando a família precisa. A Sereno trouxe o modelo ao Brasil para famílias com até R$ 30 milhões.

Existe family office para quem tem menos de R$ 30 milhões?

Existe. O Virtual Family Office foi criado para isso. Cuidado com consultorias que usam o nome multi-family office para atender a partir de R$ 1 milhão, mas só fazem a gestão da carteira.

Family office é regulado pela CVM?

A atividade é. Quem recomenda investimentos precisa de registro de consultor (Resolução CVM 19), e quem decide pela família, de administrador de carteiras (Resolução CVM 21). O nome family office, sozinho, não é uma categoria da CVM.

Qual a diferença entre family office e private bank?

O private bank é um serviço do banco, remunerado pelos produtos e serviços da casa, com o dinheiro no próprio banco. O family office independente é pago pela família, olha o patrimônio inteiro e trabalha com as instituições que a família escolher.

Lucas Gilbert

Por Lucas Gilbert, fundador e CEO da Sereno Capital, certificado pela ANBIMA (CPA e C‑PRO I). LinkedIn. Atualizado em outubro de 2026. Conteúdo educativo; não é recomendação de investimento.

Leia também: Quanto custa um family office, O que é um Virtual Family Office e Planejamento sucessório em 2027.

Fontes

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